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Com novo método, Microsoft Research descomplica criação de senhas seguras

Category : Segurança

Técnica proposta por pesquisadores usa controle estatístico para barrar senhas ‘populares’, que poderiam ser alvo de ataques de adivinhação.

Cansado das restrições impostas à criação de senhas seguras que desafiam a memória? Uma alternativa mais amigável – e bem mais fácil de lembrar – tem sido proposta pela Microsoft Research, braço de pesquisas da fabricante do Windows. O segredo: limitar, estatisticamente, o uso de senhas populares, para diluir o risco de adivinhação e desestimular cibercriminosos.

A ideia – proposta em artigo assinado pelos pesquisadores Stuart Schechter e Cormac Herley, da Microsoft Research, e Michael Mitzenmacher, da Universidade de Harvard – consiste na criação de um software “oráculo”, que seria consultado a cada momento de criação de senha. Uma senha muito utilizada seria barrada; por sua vez, uma palavra pouco utilizada, mesmo que fácil de lembrar, seria permitida.

No estudo, que será apresentado na conferência Hot Topics in Security 2010, em Washington DC, em 10 de agosto, os pesquisadores lembram que as senhas geradas por usuários são vítimas comuns de ataques de adivinhação estatística – um método pelo qual o cibercriminoso testa senhas tendo como base um dicionário de palavras, classificadas por popularidade.

Normalmente, um site tenta se defender de ataques baseados em adivinhação de dois modos: 1) limitar o número de adivinhações que se pode fazer e 2) reduzir a fração de contas que usam as senhas mais populares. Este último caso tem sido reforçado pela aplicação de regras para criação de senhas – as mais comuns exigem a combinação de letras e números, tamanho mínimo e uso de caracteres especiais, como “Ne$1o7″.

Tais critérios são utilizados para definir se uma senha é fraca ou forte, mas os pesquisadores questionam esses modelos. “A maioria dos medidores de força (de senha) identificará uma sequência de caracteres de 32 letras minúsculas quaisquer como uma senha fraca, enquanto o Windows Live ID dirá que ‘@Aaaaaa’ é uma senha forte e o Yahoo dirá que ‘P@ssword’ é uma senha forte”, ressalta o estudo.

Dados probabilísticos
Como alternativa, eles propõem a adoção de uma “estrutura de dados probabilísticos” que seria utilizada para rastrear a popularidade de uma senha qualquer. Senhas cuja popularidade tenha atingido certo nível passariam a ser negadas, e o usuário teria que encontrar outra palavra, igualmente fácil de decorar, como senha.

Para os pesquisadores, uma senha perigosamente popular é aquela cuja frequência de uso exceda certo limite – digamos, tenha sido usada uma vez a cada milhão de usuários. Se esse limite tiver sido implantado com sucesso, um eventual invasor que quisesse testar uma senha supostamente popular – por exemplo, ‘123456’ – poderia comprometer no máximo um milionésimo dos usuários.

“A substituição de regras de criação de senha por um sistema baseado em limites de popularidade pode aumentar potencialmente tanto a segurança como a usabilidade”, sustentam os pesquisadores, no artigo. “Nossa proposta tem um precedente. O Twitter, em resposta a um ataque de adivinhação de senha que explorou sua falha em bloquear invasores, agora proíbe 390 das senhas mais comuns. Parece que o Twitter decidiu que essa medida causaria menos inconveniência para os usuários do que a introdução de políticas complicadas de criação de senha.”

Os autores da pesquisa lembram, contudo, que o controle estatístico de senhas se aplica melhor a bases de senhas de grande escala, como é o caso de serviços de Internet como o Twitter ou o Facebook.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2010/07/20/com-novo-metodo-microsoft-research-descomplica-criacao-de-senhas-seguras/

Falha no Flash expõe sites a ataques

Category : Segurança

Uma falha no software Flash, da Adobe, pode ser explorada por hackers para comprometer todo site que dê permissão para atualização de conteúdo – caso, por exemplo, do Gmail do Google – para então atacar silenciosamente os visitantes desses sites, afirmaram hoje (13/11) pesquisadores de uma empresa de segurança dos EUA.

A Adobe não refutou as declarações dos pesquisadores, mas disse que é responsabilidade dos projetistas e dos administradores web construir aplicações e sites capazes de se prevenir contra tais ataques.

“O tamanho do problema é enorme”, avalia Mike Murray, executivo de segurança da Foreground Security, da Flórida. “Qualquer site que permita a atualização de conteúdo pelo visitante é vulnerável, e a maioria deles não está pronta para lidar com isso.”

Permissão arriscada
O problema está nas regras de operação do Flash ActionScript, que é programado para permitir o acesso de um objeto Flash a outro conteúdo somente a partir do domínio que o originou, explica Mike Bailey, um pesquisador sênior de segurança na Foreground.

Infelizmente, explica Bailey, se um invasor puder infiltrar um objeto Flash malicioso em um site – por meio de suas capacidades de geração de conteúdo, que tipicamente permite às pessoas atualizar arquivos em um site ou serviço – eles poderão executar scripts maliciosos no contexto desse domínio.

Bailey explicou como um hacker poderia explorar a falha do Flash. “É relativamente simples”, disse. “Tudo que ele precisa fazer é criar um objeto Flash malicioso, e carregá-lo no servidor web”.

“Se um fórum permite às pessoas carregar uma imagem como avatar, alguém poderia carregar um arquivo Flash malicioso que se parecesse com um avatar”, disse Bailey. “Qualquer um que visse esse avatar estaria vulnerável ao ataque.”

Sem solução
Em resposta à Foreground, a Adobe disse que a falha é “incorrigível”, e tenta educar os administradores de site para que tapem, eles mesmos, o furo. Mas a estratégia não vêm tendo muito sucesso.

Brad Arkin, diretor da Adobe para privacidade e segurança de produto, concordou que o problema não pode ser resolvido com um patch para o Flash.

“Para nós, isso é um problema genérico que afeta qualquer site que permita script ativo, não apenas do Flash, mas de tecnologias como JavaScript e Silverlight. Mesmo se o Flash tivesse uma salvaguarda mágica, o problema ainda existiria para todos os sites de conteúdo ativo que permitem ao usuário atualizar arquivos.”

Como alternativa, a Adobe tem apostado em boas práticas de projeto, explicando aos projetistas e administradores de site os riscos de permitir que usuários atualizem conteúdo. “Sites não deveriam permitir atualizações em domínios confiáveis”, argumenta Arkin.

Até o GMail
Um dos sites sob risco de ataques maliciosos é o GMail, do Google. O serviço é um dos que permitem que usuários atualizem e baixem documentos anexos – embora Bailey admita que explorar o webmail do Google seja “extremamente difícil”.

Embora a Foreground ainda não tenha detectado qualquer ataque com essa técnica, Murray disse que há evidências de que hackers estejam se voltando para tais táticas. “Nós começamos a notar um uso mais intenso de Flash nos últimos dias”, disse.

Enquanto isso, a única defesa real que os usuários podem empregar contra tais ataques é parar de usar Flash – ou, se isso for impossível, restringir seu uso a sites sabidamente seguros com ferramentas como o NoScript AddOn do Firefox ou o ToogleFlash do Internet Explorer.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2009/11/13/falha-no-flash-expoe-sites-a-ataque-hacker/

Redes de computadores zumbis infestam Estados Unidos

Category : Malwares, Segurança

A maior delas é chamada de Zeus, atua em 3,6 milhões máquinas e pode ser usada para envio de spams e ataques de negação de serviço.

Os ataques vindos de redes de computadores zumbis, os botnets, já são motivo de preocupação nos EUA. Depois de instalarem um código malicioso na máquina do usuário, esses grupos utilizam  o PC para o envio de e-mails em massa não-solicitados (spams).

O objetivo dessas redes é enviar milhões de e-mails pelos PCs comprometidos e, assim,  roubar dados pessoais e promover ataques de negação de serviço, entre outras possibilidades.

Conheça os dez maiores botnets dos Estados Unidos. O levantamento foi feito com base  em estimativas da empresa de segurança Damballa, que analisou o tamanho e atividade das redes no país.

1. Zeus
PCs comprometidos: 3,6 milhões

Uso principal: o cavalo-de-troia usa técnicas de rastreamento da digitação para roubar dados sensíveis, como nomes de usuário, senhas, número de contas bancárias e cartões de crédito. Para tal, ele inclui códigos da linguagem HTML em páginas de login de bancos online.

2. Koobface
PCs comprometidos: 2,9 milhões

Uso principal: este código malicioso se espalha por meio das redes sociais MySpace e Facebook com mensagens falsas ou comentários vindos de supostos amigos.

Ao clicar em um link para assistir a um vídeo, o usuário é levado a baixar uma atualização – como um codec -,  que na verdade é um  malware . A praga já tem mil variantes, afirma a empresa de segurança Kaspersky.

3. TidServ
PCs comprometidos: 1,5 milhão

Uso principal: ele se espalha por spams como se fosse um anexo e usa técnicas de rootkits para se esconder em serviços comuns do sistema operacional Windows, mesmo em seu modo de segurança de navegação. Em geral, ele consegue esconder a maioria de seus arquivos e registros no sistema.

4. Trojan.Fakeavalert
PCs comprometidos: 1,4 milhão

Uso principal: este botnet era utilizado para o envio de spams. Sua estratégia, contudo, mudou para o download de outros malwares, com enfoque em alertas de segurança e antivírus falsos.

5. TR/Dldr.Agent.JKH
PCs comprometidos: 1,2 milhão

Uso principal: este cavalo-de-troia remoto divulga dados criptografados para os domínios de controle e periodicamente recebe instruções sobre eles. Geralmente carregado por outro código malicioso, o TR/Dldr.Agent.JKH  é utilizado como um clickbot para fraudes por cliques em anúncios falsos, gerando verba com anúncios para o ‘bot chefe’.

6. Monkif
PCs comprometidos: 520 mil

Uso principal: fazer o download de um programa que exibe anúncios indesejados em computadores comprometidos.

7. Hamweq

PCs comprometidos: 480 mil

Uso principal: também conhecido como IRCBrute, ou um worm que roda automaticamente, o Hamweq copia a si mesmo no sistema e em qualquer drive removível que encontrar.

Ele possui um mecanismo eficiente para se espalhar, pois cria registros para permitir a execução automática e se inclui no arquivo Explorer.exe. O PC que comanda o botnet pode executar comandos e receber informações de todos os sistemas contaminados.

8. Swizzor
PCs comprometidos: 370 mil

Uso principal: baixar e executar arquivos por meio da internet sem o conhecimento do usuário. A partir daí, ele instala um adware e outros cavalos-de-troia.

9. Guammima
PCs comprometidos: 230 mil

Uso principal: roubar logins, senhas e outras informações das contas da games online por meio de técnicas de rootkits. Ele se espalha por meio de mídias removíveis, como discos rígidos USB.

10. Conficker
PCs comprometidos: 210 mil

Uso principal: este worm se espalhou com eficiência pelo mundo, mas não tanto nos Estados Unidos. Também chamado de Downadup, é complexo e utilizado para propagar outros códigos maliciosos. Segundo a Kaspersky, o Brasil é o terceiro país mais contaminado pelo Conficker.

Apesar de já ter sido usado para a venda de falsos antivírus, atualmente seu único propósito seria se espalhar pelas máquinas. Especialistas, porém, acreditam que possa representará um perigo maior maior.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2009/07/24/redes-de-pcs-zumbis-infestam-estados-unidos/

CEOs ignoram riscos de segurança, aponta pesquisa

Category : Segurança

Os presidentes de empresas são os que mais subestimam os riscos de segurança da informação em suas organizações, de acordo com um estudo realizado pela empresa norte-americana de pesquisas Ponemon Institute, que ouviu 213 profissionais seniores das organizações.

Cerca de 48% dos Chief Executive Officers (CEOs) consultados disseram que, raramente, crackers (criminosos virtuais) tentam acessar os dados da empresa. Por outro lado, cerca de 53% dos demais executivos ouvidos no estudo acreditam não só que os ataques acontecem como eles são praticamente diários.

As diferenças de opinião ficam claras também quando o estudo pergunta quais os objetivos dos esforços para proteção dos dados corporativos. No caso dos CEOs, boa parte deles aponta que isso é fundamental para manter um bom nível de satisfação dos clientes e garantir a gestão da imagem da companhia no mercado. Já para os demais executivos, os projetos de segurança são essenciais para satisfazer normas regulatórias.

Outra constatação do levantamento do Ponemon refere-se à divergência de opinião – se comparadas as respostas de CEOs e outros executivos – em relação a quem responde pela proteção dos dados corporativos. Mais da metade dos presidentes diz que os CIOs são os responsáveis por essa tarefa. O índice cai para 24% quando considerados os demais profissionais ouvidos na pesquisa.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/seguranca/2009/07/17/ceos-ignoram-riscos-de-seguranca-aponta-pesquisa/

iPhone fica vulnerável a ataques após desbloqueio por usuário

Category : Segurança

Disposto a “destravar” seu iPhone? Pois sabia que um especialista em segurança afirma que o chamado jailbreak (processo que abre o celular para aplicativos não reconhecidos pela Apple) deixa o aparelho mais vulnerável a ataques, pois desabilita a maioria das proteções originais.

A afirmação é de Charlie Miller, conhecido por vasculhar produtos da Apple em busca de falhas de segurança.  Ele já ganhou por dois anos seguidos o concurso CanSecWest, no qual computadores são invadidos em poucos minutos.  “Se você se preocupa com a segurança do aparelho, não faça o jailbreak”, afirma ele.

Miller fez a declaração durante a conferência SyScan, que acontece em Cingapura. Segundo o especialista, o processo remove cerca de 80% dos recursos de proteção do aparelho, tornando-o muito mais vulnerável. Ele afirma que a versão do sistema operacional utilizada pelo iPhone (sem alterações) é mais segura que o Mac OS X utilizado nos desktops ou notebooks, por exemplo.

Isso se deve ao fato de que várias capacidades  presentes na versão para Mac do sistema não fazem parte do software para iPhone, como suporte a Java e Flash. Além disso, o celular da Apple também não suporta recursos contidos em arquivos em PDF (responsáveis por várias vulnerabilidades do Mac OS X). Com isso, os crackers têm poucas vulnerabilidades a explorar, segundo Miller.

Para completar, os iPhones com software original são limitados a rodar aplicativos que foram aprovados pela Apple, o que significa que um cracker não pode simplesmente instalar e executar seu software no celular. E o iPhone tem proteções de hardware para os dados armazenados em sua memória.

Há dois tipos de desbloqueio do iPhone: o que permite fazer o aparelho funcionar com qualquer operadora e o já explicado jailbreak.

Adotado por muitos usuários com maior conhecimento do aparelho, esse procedimento polêmico amplia o leque de opções de softwares e operadoras, mas também pode tornar o smartphone mais lento, além de fazer o celular travar com maior frequência.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2009/07/02/iphone-fica-vulneravel-a-ataques-apos-desbloqueio-por-usuario/

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