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O que você precisa saber sobre segurança nas redes sociais

Category : Facebook, Segurança, Twitter

Você se sente seguro ao navegar por sites de mídia social? Caso tenha respondido que não, saiba que não está sozinho.

Você ou alguém dentro de sua empresa participa de redes sociais e as acessa por meio da infraestrutura de tecnologia da informação do trabalho? Sente-se seguro com esse tipo de acesso? Se você disse que não, saiba que não está sozinho.De acordo com pesquisa da empresa de segurança Sophos, divulgada no começo de maio, 63% das corporações do mundo têm medo de que as comunidades de web 2.0 tragam riscos de segurança às infraestruturas corporativas.

Apesar disso, boa parte das companhias permite acesso total a ferramentas colaborativas. A análise mostra que 43% delas dão possibilidade de uso do Facebook, 50% do Twitter, 49% do MySpace e 52% do LinkedIn.

Para o vice-presidente para a América Latina e o Caribe da empresa de segurança Kaspersky, Alejandro Stetson, os usuários confiam demais nos conteúdos que visualizam nessas redes e não tomam cuidados básicos. “Mesmo em comunidades mais específicas, como o LinkedIn, a atenção deve ser redobrada. Os profissionais de tecnologia da informação têm toda razão em se preocupar com acessos a esse tipo de site”, afirma.

Links

As ameaças podem vir das mais diversas fontes, desde ataques gerais, com links para códigos maliciosos, até ações mais direcionadas, voltadas a atingir determinadas empresas. É importante ter em mente que os criminosos estão cada vez mais sofisticados e especializados em enganar funcionários com mensagens aparentemente inofensivas e até por meio de engenharia social.

Outro exemplo dos males que as redes podem trazer é o Twitter. A ferramenta passou por uma situação que expôs todo o seu risco. Um cracker explorou uma vulnerabilidade na ferramenta para rodar uma aplicação em Java Script que infectava o perfil e o computador de quem os acessava. “Com isso, o usuário ficava exposto ao sequestro de browser, podendo receber arquivos maliciosos e, por consequência, colocar o ambiente corporativo sob grande risco”, relata Gabriel Menegatti, diretor de tecnologia da empresa de segurança F-Secure.

Diante disso, o departamento de tecnologia pode ter duas atitudes: bloquear o acesso às ferramentas ou utilizar meios de proteger a infraestrutura da empresa com ações de conscientização e monitoramento constante da rede. Em ambientes em que as redes sociais são importantes para o trabalho, o bloqueio não é uma opção. Resta seguir à risca as melhores práticas da segurança corporativa e implantar uma cultura entre os usuários.

Gerenciamento

Para Denny Roger, especialista em segurança da empresa da área Safenet, não dá para prescindir de um bom gerenciamento de antivírus, firewall e outras soluções que evitam a entrada de malwares na empresa. “O que deveria ser feito com mais constância e que poucas empresas fazem é um processo diário de análise das vulnerabilidades e dos riscos e como esses elementos podem afetar a infraestrutura da corporação”, afirma.

Disseminar a cultura de segurança é algo um pouco mais complexo, já que não depende de técnicos e sim de ações educativas constantes. Segundo Marcos Prado, gerente de canais da Websense, a melhor forma de começar não é necessariamente falando de riscos técnicos, mas divulgando as maneiras mais seguras de se transmitir informações. “A abordagem de segurança das companhias deve estar cada vez menos centrada em detalhes de infraestrutura e mais concentrada em um tratamento adequado das informações”, atesta.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2009/09/18/o-que-voce-precisa-saber-sobre-seguranca-nas-redes-sociais/

Como avaliar, comparar e implantar antivírus corporativo

Category : Segurança

Os programas antivírus estão no mercado há quase tanto tempo quanto os próprios vírus. Mas graças à crescente variedade de ameaças que existem mudam rapidamente, duas tendências podem ser observadas.

A primeira delas é a de criar mecanismos alternativos à simples identificação das ameaças: proteção baseada em assinaturas, controle de aplicações e análise eurística (que bloqueia a execução de códigos com comportamento fora do normal).

A outra tendência é a oferta de pacotes completos de segurança. Não são mais vendidas ferramentas individuais, mas sim suítes integradas que protegem contra ameaças virtuais, hackers e perda de dados.

Os fornecedores também estão mesclando soluções de segurança com funcionalidades operacionais, como o gerenciamento da configuração e da máquina do usuário e serviços de backup. “De uma forma geral, o mercado aponta para soluções mais completas e funcionais”, diz o analista da consultoria norte-americana Enterprise Strategy Group (ESG), John Oltsik.

O que fazer e não fazer

Considere as vantagens de uma suíte
Produtos isolados geram grandes problemas de gerenciamento. Pense em todas as funcionalidades que você procura e encontre uma empresa que forneça uma suíte adequada e com bons casos de sucesso no mercado.

O diretor de segurança da informação de uma grande empresa do setor alimentício, que preferiu não se identificar, disse que sua empresa sofria muitos problemas com segurança por usar cinco ou seis consoles diferentes de gerenciamento. Os problemas caíram drasticamente após a adoção de uma suíte única, da Trend Micro.

O engenheiro de redes da empresa norte-americana de marketing CMS Direct, Michael Bell, adotou suíte da Sophos, fornecedora de sistemas de segurança, e ficou satisfeito com todas as camadas de segurança contidas no pacote, mas acredita que ainda falta a integração de um firewall para o cliente.

Não engula desempenho ruim
Os softwares antivírus são famosos por consumirem muitos recursos, mas os fornecedores já se preocupam com a situação e com o desempenho do sistema. De acordo com a Bell, a Sophos usa técnicas como indexação para melhorar seu desempenho nas varreduras, ação que costuma consumir muitos recursos.

Considere listas de permissões
O controle de aplicativos, ou listas de permissão, é uma forma de melhor proteção se comparado a análise de código, pois evita que as ameaças rodem no sistema em vez de tentar identificar suas atividades.

Mas as listas de permissões têm problemas, de acordo com Oltsik. Na Web 2.0, as pessoas fazem downloads de softwares, muitas vezes de produtividade, e dependendo da atividade da empresa o setor de tecnologia da informação receberá milhares de ligações pedindo que certas instalações sejam desbloqueadas. É necessário realizar uma análise sobre os negócios antes disso.

Pesquise ferramentas de segurança emergentes no mercado
Controle de dispositivo, criptografia de disco e de arquivos e prevenção contra vazamento de dados são ferramentas em desenvolvimento que permitem um alto controle sobre a infraestrutura da corporação. Menos de 30% das organizações chegou a investir nessas ferramentas, mas os gerentes de segurança devem estudar e considerar seriamente a adoção.

Não desista do recurso HIPS
O diretor da CMS destaca como ponto-chave da solução da Sophos, o recurso de HIPS, que  permite analisar o comportamento do código do programa e detectar possíveis ameaças ao sistema das empresas. A partir daí, é possível usá-lo para bloquear downloads indesejáveis, sem, contudo, paralisar o funcionamento dos aplicativos. O administrador da rede escolhe se quer ser alertado, por meio de uma política de gestão centralizada.

Verifique a disponibilidade de serviços de filtragem de URL
O ideal é levar em consideração se os serviços de proteção são capazes de fazer uma filtragem da URL, como acontece com as ferramentas da Trend Micro. Assim, fica mais fácil controlar cada endereço da web visitado pelos usuários, impedindo o acesso à lista de sites maliciosos.

Leve em consideração o modelo de software como serviço
Em modelos de software como serviço, deve-se levar em conta o que os fornecedores oferecem de antivírus e sistemas de proteção que impeçam a invasão de programas maliciosos. Além disso, recomenda-se sempre recorrer aos processos de varreduras que vêm em soluções de fabricantes, como Microsoft e Symantec. Ambos permitem que se faça várias varreduras diárias, evitando assim o ataque de intrusos em pontos considerados nebulosos.

Não esqueça da capacidade de remover vírus
Uma coisa é detectar um vírus, outra é limpar a sujeira. A principal razão que fez Bell escolher a Sophos foi a sua experiência com outros sistemas, como os da Trend Micro, McAfee e Symantec. A Sophos passou a oferecer ferramentas de remoção antes dos outros. Nas últimas duas vezes que foi infectado por softwares maliciosos, que fizeram seu computador corporativo enviar spams, Bell usou as ferramentas da empresa para resolver o problema. “Essa funcionalidade motivou a nossa companhia a mudar de fornecedor”, afirma.

Da mesma forma, o gerente de infraestrutura da empresa de energia NuStar, Robert Amos, afirma que as capacidades de remoção do Forefront, solução de segurança oferecido pela Microsoft, são superiores às do sistema que utilizava anteriormente. “Eu era notificado sobre o vírus, mas a ferramenta não era capaz de removê-lo porque o arquivo infectado estava em uso”, explica. Era preciso reiniciar a máquina em modo seguro e remover os softwares maliciosos manualmente. Com o Forefront, o trabalho não é mais necessário.

Leve em consideração os custos
Segundo a analista da consultoria Forrester Research, Natalie Lambert, uma boa ferramenta de segurança contra malwares, por exemplo, custa cerca de 40 dólares por máquina.

Uma forma de cortar custos é obter o máximo de cobertura possível com apenas um sistema. A empresa alimentícia, por exemplo, reduziu o número de equipamentos de segurança que precisa gerenciar, garantindo um melhor custo total de propriedade (TCO, do inglês total cost of ownership).

Amos está conseguindo economias de 35 mil dólares por ano com o uso do Forefront, principalmente por causa de mudanças na política de licenciamento da Microsoft. Sua empresa vinha usando o Forefront para proteger a plataforma de colaboração SharePoint e o gerenciador de e-mails Exchange, ambos da Microsoft. Mas, o executivo nem considerou estes sistemas quando foi procurar um novo antivírus. Suas máquinas e servidores são administrados por meio de estruturas separadas. A maior preocupação na compra do software de segurança era o custo por máquina. Os outros produtos demandariam uma completa reestruturação nessa estrutura.

O acordo de licenciamento permitia que a empresa usasse o Forefront em seus desktops sem custo adicional. Agora, Amos tem uma ferramenta padrão para proteger e monitorar todos os sistemas. “Temos uma equipe pequena. É melhor que tenhamos poucos aplicativos para conhecer”, afirma.

Critério de seleção de antivírus da consultoria Burton Group:

- Preço: Pesquise sobre custo de assinatura anual e cobranças adicionais para ferramentas específicas de limpeza, proteção contra invasões, etc. Pergunte se o preço é flexível no caso de não precisar de todos os módulos do sistema.

- Mecanismo de procura: Existem múltiplos agentes para vírus, spyware, controle de aplicações, etc.? Caso existam, verifique se causam ineficiências no gerenciamento ou desempenho.

- Funcionalidade de bloqueio por comportamento: O sistema monitora chamadas do sistema para prevenir contra tentativas de exploração de vulnerabilidades?

- Firewall: O sistema oferece listas negras ou brancas para endereços e domínios?

- Controle de aplicativos: o sistema tem um sistema de aprendizado? Ele oferece listas de programas maliciosos atualizadas?

- Limpeza: o sistema oferece remoção de vírus e outros softwares maliciosos?

- Atualizações: as atualizações são frequentes? Podem ser diárias ou várias vezes ao dia.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/seguranca/2009/08/07/como-avaliar-comparar-e-implantar-antivirus-corporativo/

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